quarta-feira, 25 de novembro de 2009

sobre talento

às vezes me duvido
cada vez um pouco mais
ou menos
depende do dia
do humor
do tempo

duvido agora
um pouco dos outros
mais de mim
um descrédito
sem fim?

desacredito
me desiludo
olho pra mim
me volto pra dentro
e fico
será que vai?
será que vou?
dar certo...
será que vai?
ficar bom...
será que vai?
...

dúvida.
hoje
mas só hoje
me duvido.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

about us, the pillows and the rain outside

but i'll be laughing
knowing i will take you home
there ain't no love like the one that i've got

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

nameless

a falta de fotos me incomoda.
de fotos juntos.
quase nenhuma.
duas na praça perto da tua casa.
somente.

a falta de e-mails me incomoda.
sabe? checar as mensagens novas,
a caixa de entrada vazia.
aqueles segundos procurando teu nome.
e nada.
as vezes penso que sou chata
que peço demais.
talvez sim.

suspiro.

unicamente
isso
me incomoda.
essa duvida
esse aperto que fica.
sensaçao ruim...

suspiro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

i cant seem to make u mine through the long and lonely night and i try so hard darling ou make me jump into the air

com sono nessa quinta
cedo ainda
ainda tem noite pela frente
com amigas
e amigos

não consigo escrever

o corpo meio mole
sentindo o vinho no sangue
sozinha
esperando
te espero
espero a vida fluir em mim
a vida chegar quente
espero os dias correrem sem perigo
espero as teclas correndo nos dedos
fluidas
leves
ordinárias

espero ainda
tu
tu e tua vontade
tu e tua consideração
tu e o teu amor
que aflore e que desperte
a vontade em mim
de me
de mim

aquele entusiasmo
que eu já tenho
faz parte da minha natureza
pisciana, de menina
carinhosa, que tem amor
por ti

tanta coisa
os afazeres
as vontades
as contradições
brigas, chatices, cobranças minhas
e tpms inconvenientes
o cotidiano
esse tirano
esse doce
ditador
impede
veta
corta
cega
anula
o amor
a paixão

jogar xadrez contigo
ficar junto
abraçado
ou longe
conversando
no sofá, duro e confortável
aberto na sala
de pijama
bebendo vinho
esperando a pizza
quanto te devo? ah sim. faço essa.

tenho saudade
nostalgia do início
quem não tem?
do nosso início glamuroso
lindo
de conto de fadas
mas não consigo esquecer
desmerecer
ou minimizar
nosso hoje
o dia a dia
de uma rotina criada de quinta a domingo
poucas noites
alguns dias
um proto casamento
de sentimento

nossos gloriosos sábados
inesquecíveis
de tanta simplicidade
de tamanha complitude
e junção de dois
o mundinho fechado em nós mesmos
uma bolha determinada
tanto pelo tempo
quanto por nós mesmos
ou destino
esse que a gente acha que conhece

agora
22:09
sinto nessa noite
uma sensação de eterna espera:
começo o texto triste
revoltada
com a espera
com o desentendimento
a espera do dito celular
nem bem, nem mal
nem dito
a espera por ti
a espera pela tua memória
resolver cooperar uma vez na vida
e termino com um crescimento
o crescimento do disco do clientele
de músicas lentas e
de tempos nublados curitibanos
elas se tornam magicamente
novas
como se estivesse ouvindo pela primeira vez
descobrindo a américa...

seco os olhos
de lágrima e garoa
dou um gole
suspiro
todas as noites tem uma geometria estranha

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

infância ou saudade do tempo que eu corria e fazia aula de inglês

muita coisa acontecendo
pessoas passando
trabalhos da faculdade

o estômago leve
um pouco doendo
um pouco vazio

o burburinho da catina
não quero
o barulho das conversas e risadas
na sala da computação
tudo bem
antes da costura
da saia xadrez
ver os e-mails
te mandar uma carta de amor
:)

ter o brinco da vó na frente do teclado
o brinco de rosas
desbotado
cor-de-rosa
a rosa
com cor
dela própria
cor de bebê
tom pastel
o raminho verde
e as flores
rosas
rosas rosas
quase um retrato em sépia

e de repente
depois de vir
um trecho x
de faroeste caboclo
e é melhor o senhor
sair da minha casa
nunca brinque com um peixe
de ascendente escorpião
vem minha vó
minha outra vó
não a do brinco

vem a lembrança do hospital
da lancheria
da madrugada sem dormir
das escritas
os poemas!
no caderninho bem destruído
a nostalgia, o pensamento
o hospital cheirando
cheirando a alcool
as paredes brancas
o corredor vazio
só comigo e minha insônia

o chá de hortelã
pra acalmar e ajudar a dormir
e
foda-se
o café preto também
a paixonite da época
as ilusões
aspirações de ser uma grande jornalista
escritora
os sonhos
as preocupações
com a prova de matemática

uma época
une belle époque peut-être
de poesia
escrita, lida
o sofrimento meio intencional
sentido e
quase
induzido

e o som inóspito
solitário
de passos
ao longe
distantes da realidade
rápidos
ágeis
e
novamente
o som da minha insônia
a respiração
a volta pro quarto
pelos azulejos
o corredor ainda escuro
os quartos ainda calmos
quietos
todos em ventres
cuidados
frágeis

a porta pesada

e a vó dormindo
pequena
encolhida
rugosa
do tempo
do vento do sul
dos meses de trabalho
dos dias de vida
das cucas que me fez
das histórias que me leu
que nos leu
ali
nunca tinha a visto dormindo
em paz
tranquila
quase bem
de novo

puxo o lençol branco
como neve
como pluma
um pouco macio
geladinho da madrugada
como se pedindo meu corpo
meu calor
e deito na cama de acompanhante
de metal
meio dura
meio barulhenta
quase uma maca
de hospital
no hospital
que eu pensava
quando criança
que era do meu pai

fechei os olhos
e cedi ao pedido da outra vó
a do brinco
uma oração
santo anjo do senhor
meu zeloso guardador
me guarda
me protege
(e à vó)
me ilumina
que amanhã
tem prova de matemática
amém

segunda-feira, 6 de julho de 2009

depois que o vento levar

depois, tudo vira passado
e mesmo tendo falhado
essa é a verdade
falhei
não adianta
e nem precisa
amenizar
consolar
passar mão na cabeça
não vai servir de nada
nem pra ti
e muito menos pra mim

o consolo é falso
ele vem da pena
e só volta pra ela
é cego e surdo
e mudo na sua ignorância
grita mudo
agudo
dá voltas e de volta
volta
pra ela
pra pena

agora não preciso de nada
porque sei do meu erro
admito meu fracasso
não quero pena

compaixão
conselhos
nada disso
me quero
e quero sentir minha dor
que de leve
vai passando
indo com o vento
inexistente
nessa cidade de são paulo

quero ficar na cama
quero ficar
sem comer
por dias
se for preciso
e preciso
pensar
e repensar
analisar o que já foi
e o que ainda
será
quero voltar
praí
e também
quero ficar aqui
quero voltar
a ter certeza
de tudo
de mim
quero voltar
a acreditar
em mim
e a estudar cabala

quero me fechar
não pro mundo
mas só
em mim mesma
quero o miado
da dominique
me procurando no escuro
quero deitar no sofá
e esquecer que existo
que um dia existiu
tudo aquilo
que um dia existiu
a possibilidade
que não aconteceu
quero carinho
silêncio
ternura
e o teu colo
teu beijo e mão
e abraço apertado

e nada mais

pro final do dia
depois de lembrar
de tudo
e de muito até
levantar
e de novo
sair e olhar
o mundo
ouvindo o som das coisas
olhando as pessoas
com uma camiseta do coiote
e uma bota confortável
sentir o cheiro da tarde
a tardinha
o sol indo embora
e eu pensando
na saída
no fracasso
no dia bonito e quente
na listinha do mercado

e aos poucos
aprendo a
"deixar pra trás
sais e minerais
evaporar"

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Entrevista

Marketing pessoal, certo? Quanto mais se tratando do assunto moda.

;)

Me veja dando uma entrevista pro Oi Moda aqui.

Um beijo.